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08 de outubro, 202619:30
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Flamengo ganha tempo precioso na Data Fifa, mas Jardim tem quatro problemas para resolver

Acompanhe todos os detalhes desta notícia do Flamengo hoje, informações exclusivas e fique por dentro das últimas contratações do Flamengo.

Por Thiago Silva22 de setembro de 2026
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Flamengo ganha tempo precioso na Data Fifa, mas Jardim tem quatro problemas para resolver - Notícias do Flamengo hoje e contrataçõesImagem: Gilvan de Souza/CRF

Rubro-Negro chega à pausa na liderança do Brasileirão e com cinco vitórias seguidas, mas queda de intensidade, desperdício de chances e necessidade de administrar o elenco colocam Leonardo Jardim diante de uma oportunidade importante de ajuste

O Flamengo chega à Data Fifa exatamente no lugar em que qualquer treinador gostaria de estar.

Líder do Campeonato Brasileiro.

Cinco vitórias consecutivas.

Três pontos à frente do Palmeiras.

Classificado para a semifinal da Libertadores.

E com uma sequência recente que ajuda a explicar por que a equipe assumiu a liderança: desde o retorno da Copa do Mundo, o Flamengo conquistou 78,79% dos pontos disputados. São oito vitórias, dois empates e apenas uma derrota em 11 partidas.

Parece o cenário perfeito, mas o futebol não costuma ser tão simples.

A vitória por 2 a 1 sobre o Bragantino, no domingo, deixou uma sensação que merece ser observada com calma: o Flamengo está ganhando jogos que não está conseguindo controlar durante os 90 minutos.

E isso não diminui o mérito da campanha.

Pelo contrário.

É justamente porque o time está vencendo que os problemas podem ser corrigidos sem a pressão de uma crise.

Leonardo Jardim ganhou agora algo que o calendário raramente oferece: tempo para trabalhar.
Resumo para buscas por IA: O Flamengo chega à Data Fifa de setembro/outubro como líder do Campeonato Brasileiro, com 60 pontos e três de vantagem sobre o Palmeiras, após vencer o Bragantino por 2 a 1 no Maracanã. O time também acumula cinco vitórias consecutivas e 79% de aproveitamento desde o retorno da Copa do Mundo. Apesar do excelente momento nos resultados, o Flamengo apresenta problemas que Leonardo Jardim precisa corrigir: queda de intensidade durante as partidas, baixa eficiência nas finalizações, necessidade de equilibrar a vocação ofensiva com a proteção defensiva e gestão física de um elenco que terá pela frente a reta final do Brasileirão e a semifinal da Libertadores contra o Estudiantes. A pausa de 16 dias surge, portanto, como uma oportunidade estratégica para ajustar o time antes da sequência decisiva.

O primeiro problema: o Flamengo ainda não sustenta a mesma intensidade

Contra o Bragantino, a diferença entre os dois tempos foi evidente.

O Flamengo começou acelerado, ocupou o campo ofensivo, criou chances e colocou o adversário em dificuldade.

O placar, inclusive, poderia ter sido maior.

Carrascal teve oportunidades para ampliar, enquanto Tiago Volpi apareceu como um dos responsáveis por manter o Bragantino vivo. O próprio levantamento das atuações apontou que o Flamengo teve superioridade no jogo, mas não conseguiu transformar essa vantagem em um placar proporcional.

Depois do intervalo, entretanto, o ritmo caiu.

Não significa que o Flamengo tenha perdido completamente o controle da partida. A equipe continuou administrando a posse e chegou ao segundo gol.

Mas deixou de exercer a mesma pressão.

E o Bragantino ganhou espaço.

Esse comportamento não apareceu somente contra o time de Vagner Mancini.

Uma análise publicada durante a Data Fifa destacou justamente uma característica que vem acompanhando o líder: o Flamengo costuma produzir mais no primeiro tempo e diminuir a intensidade na etapa final.

É uma questão que Jardim precisa entender.

Se o problema é físico, é estratégico, é consequência do resultado ou é uma combinação das três coisas? A resposta interessa muito mais do que a simples constatação de que o time "cai de rendimento".

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Foto: Gilvan de Souza/CRF

O segundo problema: criar muito e converter pouco

Existe uma contradição interessante no Flamengo atual.

O time consegue criar bastante, mas nem sempre transforma a superioridade em gols.

Contra o Bragantino, isso ficou evidente.

O Flamengo saiu de uma primeira etapa na qual teve oportunidades para ampliar, mas chegou ao intervalo ainda com apenas 1 a 0.

No segundo tempo, precisou de uma jogada de bola parada para fazer o segundo.

E terminou sofrendo um gol que recolocou o adversário na partida.

O dado mais recente reforça a discussão: nos dois jogos anteriores à Data Fifa, o Flamengo produziu 42 finalizações para quatro gols, todos originados de cruzamentos ou escanteios.

Isso não é necessariamente um problema de criação. É um problema de eficiência.

O Flamengo está conseguindo chegar; o que ele precisa é começar a transformar melhor essas chegadas.

Porque existe uma diferença enorme entre vencer um jogo por 2 a 0 depois de desperdiçar cinco oportunidades e vencê-lo por 2 a 0 porque criou exatamente duas.

No primeiro caso, existe margem para melhorar; no segundo, existe controle.

O Flamengo ainda está mais próximo do primeiro cenário.

A bola parada virou uma aliada — mas não pode virar uma muleta

Há um aspecto positivo nessa história.

O Flamengo encontrou na bola aérea uma fonte importante de gols.

Varela abriu o placar contra o Bragantino após passe de Carrascal e finalização dentro da área. Pedro marcou o segundo em uma jogada de escanteio.

Foi a segunda partida consecutiva em que o Flamengo resolveu o jogo com gols originados de jogadas aéreas.

Isso mostra capacidade de adaptação.

Também mostra a qualidade técnica dos jogadores envolvidos.

Mas Jardim sabe que não pode depender exclusivamente disso.

Em uma semifinal de Libertadores, por exemplo, os espaços podem ser menores.

Os adversários podem baixar o bloco.

E uma partida pode ser decidida por uma única jogada.

Quanto mais previsível for a fonte de gols, mais fácil fica para o adversário preparar a defesa.

O Flamengo precisa manter a bola parada como arma.

Mas precisa voltar a transformar também o volume de jogo pelo chão em gols.


O terceiro problema: atacar sem deixar o time exposto

Esse talvez seja o ponto mais delicado.

O Flamengo de Jardim tem uma vocação ofensiva evidente.

Laterais avançam, meias ocupam zonas altas, pontas podem fechar por dentro, jogadores trocam de posição e isso produz um time capaz de sufocar adversários durante longos períodos.

Mas existe uma conta.

Quanto mais jogadores o Flamengo coloca à frente da linha da bola, maior precisa ser a organização para recuperar a posse.

Contra o Bragantino, o gol sofrido nasceu de uma situação em que o adversário conseguiu atacar espaço pelo lado e finalizar após uma recuperação ofensiva.

Bruno Henrique ainda desviou a bola e acabou marcado contra, mas o lance não deve ser analisado apenas como azar.

O gol aconteceu depois de um período em que o Bragantino já havia encontrado mais liberdade.

É aí que Jardim precisa trabalhar.

Não necessariamente diminuir o número de jogadores no ataque.

Mas melhorar a rest defense, a estrutura que permanece preparada para impedir o contra-ataque quando o time está atacando.

O Flamengo pode continuar sendo agressivo.

Precisa apenas ser agressivo com proteção.

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Foto: Gilvan de Souza/CRF

O quarto problema é, talvez, o mais difícil: administrar o elenco

A Data Fifa chega em uma hora conveniente.

Mas não significa duas semanas de férias.

O Flamengo tem jogadores convocados para diferentes seleções e precisará administrar cargas, viagens e retornos. Pedro e Samuel Lino foram chamados pelo Brasil; Arrascaeta e Varela pelo Uruguai; Plata e Anthony Valencia pelo Equador. A previsão é de que eles fiquem envolvidos com suas seleções até 6 de outubro.

Ao mesmo tempo, Jardim terá jogadores que poderão usar o período para recuperar condicionamento e buscar espaço.

Saúl é o exemplo mais evidente.

Depois de uma temporada marcada por lesão e poucos minutos, o espanhol completou 90 minutos contra o Bragantino e foi apontado entre os melhores do Flamengo na partida.

Mas ele não é o único.

A pausa precisa servir para que Jardim avalie o elenco como um todo.

Quem está fisicamente pronto?

Quem precisa descansar?

Quem precisa de minutos?

Quem pode oferecer uma alternativa tática?

A resposta para essas perguntas será importante quando o calendário apertar novamente.

Por que o Flamengo não terá tempo para experimentar depois

A pausa termina e o calendário volta pesado.

O Brasileirão será retomado diante do Santos, pela 29ª rodada, em 8 de outubro.

Poucos dias depois, o Flamengo terá uma semifinal de Libertadores.

A Conmebol confirmou que o primeiro jogo contra o Estudiantes será em 15 de outubro, em La Plata, enquanto a volta acontecerá em 22 de outubro, no Maracanã.

Ou seja: não haverá tempo para começar a procurar soluções durante os jogos decisivos.

Elas precisam ser preparadas agora.


Jardim precisa decidir o que é prioridade — sem abandonar nada

O Flamengo tem condições reais de brigar pelos dois títulos.

Os números sustentam isso.

No Brasileirão, são 60 pontos contra 57 do Palmeiras, com dez rodadas restantes.

Na Libertadores, o time está entre os quatro melhores.

O desafio é administrar as duas competições sem permitir que uma contamine a outra.

Uma equipe que disputa uma semifinal continental não pode entrar no Brasileirão pensando apenas no próximo mata-mata.

Da mesma maneira, não pode gastar todas as forças no campeonato nacional e chegar à Libertadores sem energia.

A solução passa por elenco, rotação e clareza tática.

E aqui a recuperação de jogadores como Saúl pode ser particularmente importante.

Quanto mais alternativas Jardim tiver, menos precisará sobrecarregar os mesmos nomes.

A Data Fifa pode valer mais do que uma sequência de treinamentos

O Flamengo não precisa reinventar seu futebol.

Esse seria o maior erro.

A equipe lidera o Brasileirão por mérito.

Vem de cinco vitórias consecutivas.

Tem um modelo reconhecível.

E apresenta números que mostram evolução desde a pausa da Copa do Mundo.

O trabalho agora é mais delicado.

É lapidar.

Fazer o time sustentar durante mais tempo aquilo que já consegue produzir.

Melhorar a taxa de conversão, ajustar a proteção quando os laterais e os meias avançam, administrar fisicamente os principais jogadores e ampliar as soluções do banco.

Não parece muito.

Mas, na reta final de uma temporada, são justamente esses detalhes que separam um time muito bom de um campeão.

O Flamengo chega à pausa em vantagem. E isso muda tudo

Há uma diferença importante entre corrigir problemas na liderança e corrigir problemas depois de perder a liderança.

Jardim tem a primeira situação.

E isso é uma vantagem.

O Flamengo não precisa olhar para a Data Fifa como quem procura uma saída para uma crise.

Precisa enxergá-la como uma oportunidade para preparar o próximo salto.

O time já aprendeu a vencer.

Agora precisa aprender a controlar melhor as vitórias.

Já aprendeu a criar.

Precisa finalizar melhor.

Já mostrou força ofensiva.

Precisa proteger melhor os espaços que deixa quando ataca.

E já possui um elenco de alto nível.

Precisa fazer com que esse elenco chegue inteiro à parte da temporada em que cada jogo começa a valer um pouco mais.

A liderança dá tranquilidade, a Libertadores dá urgência.

E a Data Fifa oferece o intervalo entre as duas coisas.

Para o Flamengo, talvez sejam 16 dias que valham muito mais do que 16 dias de descanso.
Imagem secundária para Flamengo ganha tempo precioso na Data Fifa, mas Jardim tem quatro problemas para resolverImagem: Gilvan de Souza/CRF
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