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Libertadores

Flamengo vence, mas “cera” do Estudiantes revolta torcida e expõe problema crônico da Libertadores

Por Redação Fla1021 de maio de 2026
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Flamengo vence, mas “cera” do Estudiantes revolta torcida e expõe problema crônico da LibertadoresImagem: Gilvan de Souza/CRF

Jogo no Maracanã teve menos de 45 minutos de bola rolando e gerou indignação após sucessivas paralisações dos argentinos

O Flamengo venceu o Estudiantes, garantiu classificação antecipada às oitavas da Libertadores e fez o Maracanã explodir com mais um gol decisivo de Pedro.


Mas, mesmo com o resultado positivo, um outro assunto dominou completamente as discussões após a partida: a enorme quantidade de paralisações provocadas pelo time argentino.


Segundo levantamento divulgado pelo 365Scores, o duelo entre Flamengo e Estudiantes teve apenas 43 minutos e 41 segundos de bola rolando, mesmo com duração total superior a 100 minutos.


Ou seja: o jogo teve menos de um tempo oficial completo de futebol efetivamente jogado.


O dado rapidamente viralizou nas redes sociais e aumentou ainda mais as críticas sobre a postura do Estudiantes no Maracanã.


Internamente, jogadores do Flamengo também demonstraram irritação com a sequência constante de interrupções durante praticamente toda a partida.


Ao todo, o confronto registrou impressionantes 105 paralisações, sendo 50 no primeiro tempo e 55 na etapa final.


Os números ajudam a explicar a sensação de nervosismo e falta de ritmo percebida por muitos torcedores durante o duelo no Maracanã.


Ainda de acordo com os dados do 365Scores, o Estudiantes gastou grande parte do tempo em reposições demoradas, atendimento médico, tiros de meta e cobranças de lateral.


Somente em laterais, os argentinos consumiram mais de nove minutos da partida.


Já os tiros de meta representaram quase outros nove minutos de interrupção.


No primeiro tempo, a bola ficou rolando por apenas 22 minutos e 23 segundos em 50 minutos totais.


Na etapa final, o cenário ficou ainda pior: somente 21 minutos e 18 segundos de jogo efetivo em 51 minutos disputados.


Nas arquibancadas, a torcida do Flamengo reagiu com irritação crescente a cada nova paralisação.


As reclamações aumentaram principalmente pela postura da arbitragem uruguaia comandada por Andrés Matonte, bastante criticada por flamenguistas nas redes sociais.

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Parte da torcida entendeu que o árbitro perdeu completamente o controle disciplinar da administração do tempo de jogo.


O tema também reacendeu um debate antigo envolvendo o futebol sul-americano.


Nos últimos anos, clubes brasileiros frequentemente passaram a reclamar do excesso de interrupções e do chamado “anti-jogo” em partidas continentais, especialmente contra equipes argentinas e uruguaias.


Curiosamente, não foi a primeira vez que Flamengo e Estudiantes protagonizaram um jogo com baixíssimo tempo útil nesta Libertadores.


No duelo anterior entre as equipes, disputado na Argentina, o segundo tempo teve apenas cerca de 20 minutos de bola rolando.


Naquela ocasião, o confronto também ficou marcado por confusões, paralisações constantes e clima extremamente tenso.


Agora, no Maracanã, o cenário voltou a se repetir.


Mesmo pressionado emocionalmente pela necessidade da vitória, o Flamengo conseguiu manter o controle psicológico da partida e encontrou o gol da classificação com Pedro.


Internamente, a atuação foi vista como demonstração importante de maturidade emocional do elenco, especialmente diante do ritmo constantemente quebrado pelos argentinos.


Nas redes sociais, torcedores rubro-negros dividiram opiniões.


Enquanto muitos comemoraram a classificação antecipada às oitavas, outros demonstraram preocupação com a falta de rigor da arbitragem sul-americana diante de estratégias consideradas antidesportivas.


Parte dos flamenguistas também ironizou o fato de o Estudiantes praticamente “não querer jogar” no Maracanã.


Apesar da irritação coletiva, o Flamengo saiu de campo com o principal objetivo cumprido: vaga garantida no mata-mata da Libertadores.


E talvez isso explique o tom dominante após o apito final no Maracanã.


Porque em noites sul-americanas, o Flamengo já aprendeu uma lição que parece se repetir ano após ano: às vezes, além do adversário, também é preciso sobreviver ao próprio caos da Libertadores.

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