Janela de transferências coloca alguns jogadores do Flamengo em situação estratégica no Brasileirão
Imagem: Marcelo Cortes/CRFAtletas com menos de 13 partidas na Série A ainda podem defender outro clube da competição em 2026, o que amplia possibilidades de negociações durante a janela
O Flamengo iniciou a pausa para a Copa do Mundo analisando os movimentos da próxima janela de transferências. Embora a diretoria tenha como prioridade manter a base do elenco montada por Leonardo Jardim, alguns jogadores chegam ao mercado em uma situação que pode facilitar eventuais negociações: ainda não atingiram o limite de partidas que impede a transferência para outro clube da Série A.
Com a mudança no regulamento do Campeonato Brasileiro, jogadores que disputaram até 12 partidas ainda podem defender outra equipe na competição. O limite passou a ser 13 jogos, ampliando as possibilidades de movimentações no mercado interno mesmo após boa parte da temporada já ter sido disputada.
Cebolinha e Luiz Araújo aparecem como principais ativos
Entre os atletas que ainda podem ser negociados para clubes brasileiros, Everton Cebolinha e Luiz Araújo são os nomes que mais chamam atenção. Ambos possuem mercado e seguem abaixo do limite de partidas exigido pelo regulamento. O cenário faz com que os dois permaneçam como possíveis alvos de consultas durante a janela de transferências.
Outro nome observado é Wallace Yan. A joia revelada pelo Ninho do Urubu desperta interesse por seu potencial de desenvolvimento e também está apta a defender outra equipe da Série A caso surja uma negociação considerada interessante para todas as partes.
Na lateral esquerda, Ayrton Lucas soma nove partidas e também permanece elegível para uma eventual transferência dentro do futebol brasileiro. O caso ganha relevância porque o Flamengo monitora o mercado em busca de alternativas para o setor.
Titulares já estão fora do alcance do mercado nacional
Boa parte da espinha dorsal da equipe já ultrapassou o limite permitido pelo regulamento. Rossi, Varela, Léo Pereira, Léo Ortiz, Alex Sandro, Evertton Araújo, Pedro e Samuel Lino atingiram ou superaram a marca de 13 partidas e, por isso, não podem atuar por outro clube da Série A nesta temporada.
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Na prática, isso reduz significativamente o risco de perder peças consideradas fundamentais para o funcionamento da equipe durante o segundo semestre. O grupo forma a base da estrutura utilizada por Leonardo Jardim nas principais competições do calendário.
Casos especiais exigem atenção da diretoria
Existem ainda atletas que não chegaram ao limite de partidas, mas que são considerados estratégicos ou inegociáveis neste momento. Entre eles aparecem Arrascaeta, Bruno Henrique, Jorginho, Danilo, Plata, Emerson Royal e Lucas Paquetá. Apesar da situação regulamentar permitir uma transferência interna, o Flamengo não trabalha com a possibilidade de negociar esses jogadores.
Já Carrascal vive um cenário diferente. O colombiano atingiu o limite de partidas no Brasileirão, mas continua sem futuro garantido no clube. A diretoria admite ouvir propostas, principalmente do exterior, desde que consiga recuperar parte do investimento realizado em sua contratação.
Análise: Flamengo busca equilíbrio entre vendas e manutenção do elenco
A tendência para esta janela é de poucas mudanças radicais. O Flamengo entende que possui um elenco competitivo para a sequência da temporada e pretende evitar perdas significativas. Ao mesmo tempo, a diretoria reconhece que algumas vendas podem ser necessárias para equilibrar as contas e criar espaço para novos investimentos.
Nesse contexto, jogadores como Cebolinha e Luiz Araújo surgem como ativos capazes de gerar movimentações sem comprometer profundamente a estrutura principal da equipe. O clube também acompanha o mercado em busca de reforços pontuais, especialmente para setores considerados prioritários pela comissão técnica.
Com a abertura da janela se aproximando, o Flamengo terá de administrar o interesse do mercado por alguns atletas enquanto trabalha para manter uma base forte na disputa do Campeonato Brasileiro, da Libertadores e das demais competições do segundo semestre.
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