Noruega elimina Costa do Marfim, confirma favoritismo e será a adversária do Brasil nas oitavas da Copa do Mundo
Imagem: FIFACom gols de Antonio Nusa e Erling Haaland, seleção norueguesa vence por 2 a 1 e marca duelo contra a Seleção Brasileira no mata-mata
A Seleção Brasileira já conhece seu próximo desafio na Copa do Mundo de 2026. A Noruega venceu a Costa do Marfim por 2 a 1 nesta terça-feira (30), em Dallas, e garantiu classificação para as oitavas de final e será a adversária do Brasil na próxima fase do Mundial.
O duelo foi muito mais equilibrado do que o placar pode sugerir. Os africanos controlaram boa parte da posse de bola e criaram diversas oportunidades, mas acabaram castigados pela enorme eficiência ofensiva da equipe comandada por Ståle Solbakken, que contou mais uma vez com o brilho de suas principais estrelas.
Nusa abre o caminho com golaço
O primeiro tempo foi marcado por um jogo bastante estudado. A Costa do Marfim procurava controlar a posse de bola e pressionar o adversário através da movimentação de Kessié, Sangaré e Amad Diallo. A Noruega, por outro lado, apostava na velocidade de seus pontas e na presença física de Erling Haaland.
Foi justamente em uma jogada individual que saiu o primeiro gol da partida. Aos 39 minutos, Antonio Nusa recebeu pela esquerda, passou por dois marcadores e acertou um belo chute no canto, sem qualquer possibilidade de defesa para o goleiro marfinense. O golaço rapidamente tomou conta das redes sociais e foi apontado por muitos torcedores como um dos mais bonitos de toda a Copa do Mundo.
Costa do Marfim reage e empata
Mesmo atrás no placar, os africanos não mudaram sua postura. Continuaram controlando a posse de bola, ocupando o campo ofensivo e pressionando a saída de jogo da Noruega.
A insistência foi recompensada aos 74 minutos. Em bela troca de passes, Nicolas Pépé encontrou Amad Diallo dentro da área. O atacante dominou com categoria e finalizou com precisão para empatar a partida, recolocando a Costa do Marfim na briga pela classificação.
Haaland decide novamente
Quando a partida caminhava para a prorrogação, apareceu o principal nome da geração norueguesa.
Aos 86 minutos, após cruzamento de Patrick Berg, a bola sobrou dentro da área para Erling Haaland. Mesmo sem conseguir finalizar com perfeição, o camisa 9 mostrou oportunismo para empurrar a bola para as redes e decretar a vitória da Noruega por 2 a 1.
O gol reforçou mais uma vez o protagonismo do atacante, que segue sendo um dos principais nomes da competição e chega embalado para enfrentar a Seleção Brasileira.
Imagem: FIFAPublicidade
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Domínio africano sem eficiência
Apesar da derrota, a Costa do Marfim deixou boa impressão. A equipe africana foi superior em diversos momentos da partida, controlou a posse de bola durante boa parte do confronto e criou mais oportunidades ofensivas.
O grande problema esteve justamente na conclusão das jogadas. Enquanto os marfinenses desperdiçavam chances importantes, a Noruega mostrou enorme eficiência sempre que conseguiu acelerar suas transições ofensivas. Foi um confronto que evidenciou como, em jogos de mata-mata, a qualidade individual dos grandes atacantes costuma fazer a diferença.
Análise tática: Haaland decide, mas coletivo norueguês também cresce
A Costa do Marfim iniciou a partida tentando controlar completamente o jogo através da posse de bola. Com um meio-campo extremamente técnico formado por Kessié, Sangaré e Diomande, os africanos circularam a bola com paciência e procuraram abrir espaços principalmente pelos lados do campo, utilizando Amad Diallo e Nicolas Pépé como principais válvulas ofensivas.
A Noruega adotou uma postura diferente. Sem disputar o controle territorial, a equipe europeia priorizou uma organização defensiva sólida e buscou acelerar rapidamente as transições ofensivas sempre que recuperava a posse. Antonio Nusa foi constantemente acionado em velocidade pelo lado esquerdo, enquanto Haaland atuava como referência central, prendendo os zagueiros e abrindo espaços para a chegada dos companheiros.
Mesmo apresentando menos posse de bola, a seleção escandinava foi extremamente eficiente nos momentos decisivos. Cada ataque era construído de maneira objetiva, com poucos passes e muita verticalidade. Foi justamente assim que nasceram os dois gols da classificação.
A Costa do Marfim terminou o jogo com sensação de superioridade técnica, mas esbarrou na dificuldade para transformar volume ofensivo em gols. Já a Noruega mostrou maturidade competitiva, soube sofrer nos momentos de pressão e contou novamente com o talento decisivo de Haaland para confirmar sua vaga.
Brasil reencontra um velho fantasma europeu
A classificação norueguesa também reacende um histórico que costuma preocupar a torcida brasileira. Desde a conquista do pentacampeonato, em 2002, o Brasil foi eliminado cinco vezes por seleções europeias em Copas do Mundo: França (2006), Holanda (2010), Alemanha (2014), Bélgica (2018) e Croácia (2022). Agora, novamente uma equipe europeia aparece no caminho da Seleção Brasileira em um mata-mata.
Com Haaland vivendo grande fase, Nusa em ascensão e um sistema defensivo bastante consistente, a Noruega promete ser um dos maiores desafios enfrentados pelo Brasil até aqui no Mundial.
O duelo pelas oitavas de final reúne duas equipes que vivem momentos distintos, mas chegam embaladas por boas campanhas. De um lado, a Seleção Brasileira, que superou o Japão em uma virada emocionante. Do outro, uma Noruega que encontrou em Haaland seu principal diferencial e agora sonha em derrubar mais um gigante na busca por uma campanha histórica.
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