O dono da Copa? Vinicius Júnior transforma críticas em combustível e conduz o Brasil rumo ao sonho do hexa
Imagem: FIFACom quatro gols em três jogos, participações decisivas e atuações de gala, camisa 7 vive sua melhor Copa do Mundo e se consolida como protagonista da Seleção Brasileira
Se existia alguma dúvida sobre quem seria o grande protagonista da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, ela já não existe mais. Após apenas três partidas disputadas, Vinicius Júnior não apenas assumiu o protagonismo do Brasil: ele se transformou em um dos rostos desta Copa do Mundo.
Questionado durante anos por não conseguir repetir na Seleção o mesmo desempenho apresentado pelo Real Madrid, o camisa 7 resolveu responder da forma que os grandes jogadores costumam responder: dentro de campo. E respondeu em alto nível.
Com quatro gols marcados em apenas três partidas, Vini terminou a fase de grupos entre os principais artilheiros do Mundial, entrando definitivamente na disputa pela Chuteira de Ouro da competição. Mais do que os números, porém, impressiona a forma como o atacante passou a decidir partidas e assumir responsabilidades nos momentos mais importantes.
Da desconfiança ao estrelato
Poucos jogadores chegaram a esta Copa carregando tanto peso quanto Vinícius Júnior. Apesar do sucesso absoluto no Real Madrid, o atacante ainda convivia com críticas relacionadas ao desempenho na Seleção Brasileira.
Vincius, que, vestindo a camisa merengue, havia conquistado duas Champions League, marcando gols decisivos nas duas finais, até o momento ainda não havia conseguido repetir este protagonismo vestido a camisa amarelinha, o que vinha causando profundas desconfianças na torcida brasileira e municiando seus detratores com críticas.
A cobrança aumentou ainda mais após as últimas competições internacionais, quando parte da torcida e da imprensa questionou sua capacidade de atuar como um jogador decisivo em grandes torneios.
Mas o Mundial de 2026 vem mudando completamente essa narrativa.
Ao que tudo indica, suas novas funções táticas e a liberdade e confiança que lhe foram dadas pelo técnico Ancelotti, contribuíram diretamente para sua mudança de perfil psicológico e permitiram que Vini assumisse de vez a responsabilidade por ser o cara que irá conduzir a Seleção Brasileira nesta Copa do Mundo.
Depois de marcar contra Marrocos e Haiti, Vinícius brilhou novamente diante da Escócia, anotando dois gols e liderando o Brasil na vitória por 3 a 0 que garantiu a liderança do Grupo C. A atuação fez com que diversos veículos internacionais destacassem o brasileiro como um dos melhores jogadores da competição até aqui.
Muito se deve esta evolução do jogador ao fato do técnico ser o italiano Carlo Ancelotti, o treinador que conseguiu extrair o melhor do futebol do Vini ainda em seu início de carreira no Real Madrid, após uma experiência desastrosa na equipe, enquanto ainda estava sob o comando do técnico Zinedine Zidane.
Entrando para a história da Seleção Brasileira
O desempenho diante dos escoceses permitiu que Vinícius alcançasse uma marca histórica. O atacante tornou-se o primeiro brasileiro em 24 anos a marcar gols nos três jogos da fase de grupos de uma Copa do Mundo, repetindo um feito alcançado apenas por Ronaldo Fenômeno e Rivaldo na campanha do pentacampeonato de 2002.
O camisa 7 também passou a integrar um seleto grupo de jogadores brasileiros que conseguiram transformar uma Copa do Mundo em palco de afirmação definitiva perante o mundo.
A comparação com os maiores nomes da história recente da Seleção já começa a surgir naturalmente, tendo em vista que realizou a façanha de fazer gols nas três primeiras partidas de uma Copa do Mundo, se igualando a nada mais, nada menos que Romário e Rivaldo
Os números impressionam
Até o encerramento da fase de grupos, Vinicius Júnior soma números dignos dos maiores craques da história das Copas do Mundo:
• 3 jogos disputados;
• 4 gols marcados;
• Participação direta em 5 gols do Brasil;
• Gols em todas as partidas da fase de grupos;
• Um dos artilheiros da Copa do Mundo;
• Líder brasileiro em participações ofensivas no torneio.
Além dos gols, Vini também se destacou pelos dribles, chances criadas, intensidade sem a bola e capacidade de desequilibrar jogos praticamente sozinho. Contra a Escócia, por exemplo, finalizou oito vezes, acertou cinco chutes no alvo, criou oportunidades para os companheiros e comandou completamente o ataque brasileiro.
Superior Player of the Match
Para reforçar ainda mais o impacto de Vinicius Júnior nesta Copa do Mundo, um dado chama atenção: o atacante foi eleito o Superior Player of the Match nas três partidas disputadas pelo Brasil na fase de grupos. O camisa 7 recebeu a premiação após os confrontos diante de Marrocos, Haiti e Escócia, consolidando-se como o principal destaque individual da Seleção Brasileira no torneio até aqui.
O feito evidencia não apenas sua eficiência ofensiva, mas também sua influência direta no desempenho coletivo da equipe comandada por Carlo Ancelotti. Em um Mundial repleto de estrelas, Vinicius se tornou o primeiro brasileiro desde Neymar, em 2014, a dominar de forma tão absoluta as premiações individuais nas primeiras rodadas de uma Copa do Mundo.
Mais do que os gols marcados, as escolhas consecutivas como melhor jogador em campo refletem a regularidade do atacante, que vem assumindo protagonismo, decidindo partidas e conduzindo o Brasil rumo ao mata-mata como uma das principais referências técnicas do torneio.
Imagem: FIFAPublicidade
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Vini entra de vez na briga pela Chuteira de Ouro
Os quatro gols marcados na fase de grupos colocaram Vinicius Júnior definitivamente na disputa pela Chuteira de Ouro da Copa do Mundo de 2026. O atacante brasileiro encerrou a primeira fase entre os principais artilheiros do torneio, consolidando-se como um dos favoritos ao prêmio individual mais cobiçado entre os jogadores de ataque.
Além da quantidade de gols, o camisa 7 leva vantagem por sua influência direta no desempenho coletivo da Seleção. Diferentemente de outros concorrentes, Vini não apenas balança as redes, mas também participa ativamente da construção das jogadas ofensivas, distribui assistências e desequilibra partidas com dribles e movimentação constante.
Com o Brasil classificado e apontado como um dos favoritos ao título, a tendência é que Vinicius tenha ainda mais oportunidades de ampliar seus números nas fases eliminatórias. Caso mantenha o atual ritmo, o atacante poderá não apenas conquistar a artilharia do Mundial, mas também escrever seu nome entre os brasileiros que já venceram a histórica disputa pela Chuteira de Ouro em Copas do Mundo.
Quem ameaça Vini na corrida pela Chuteira de Ouro?
A disputa pela artilharia da Copa do Mundo de 2026 promete ser uma das mais equilibradas dos últimos anos. Após o encerramento da fase de grupos, Vinicius Júnior aparece entre os vice-artilheiros do torneio, com quatro gols marcados, mesma marca de outras duas estrelas do futebol mundial: Kylian Mbappé, da França, e Erling Haaland, da Noruega.
No momento, apenas Lionel Messi está à frente do brasileiro. O camisa 10 da Argentina lidera a corrida pela Chuteira de Ouro com cinco gols, impulsionado principalmente pelo hat-trick diante da Argélia e pelo desempenho decisivo contra a Áustria.
Logo atrás do trio formado por Vinicius, Mbappé e Haaland aparece um grupo de perseguidores com três gols: Matheus Cunha, pelo Brasil, Deniz Undav, da Alemanha, Jonathan David, do Canadá, Manzambi, da Suíça, e Ismael Saibari, do Marrocos.
Artilharia parcial da Copa do Mundo 2026:
• Lionel Messi (Argentina) — 5 gols
• Vinicius Júnior (Brasil) — 4 gols
• Kylian Mbappé (França) — 4 gols
• Erling Haaland (Noruega) — 4 gols
• Matheus Cunha (Brasil) — 3 gols
• Deniz Undav (Alemanha) — 3 gols
• Jonathan David (Canadá) — 3 gols
• Manzambi (Suíça) — 3 gols
• Ismael Saibari (Marrocos) — 3 gols
Com o Brasil classificado e apontado como um dos favoritos ao título, Vinícius terá a oportunidade de ampliar ainda mais seus números nas fases eliminatórias. Caso mantenha o ritmo atual, o camisa 7 poderá encerrar o torneio não apenas como campeão mundial, mas também como o grande artilheiro da Copa de 2026.
Uma Copa para silenciar críticos
Após a vitória sobre a Escócia, Vinícius deixou claro que as críticas recebidas serviram como motivação adicional. O atacante reconheceu que ouviu os questionamentos feitos antes do torneio, mas afirmou que prefere responder atuando em alto nível dentro das quatro linhas.
O discurso reflete exatamente o comportamento apresentado pelo atacante ao longo desta Copa: menos palavras, mais futebol.
A maturidade demonstrada pelo jogador de 25 anos também chama atenção. Além da eficiência ofensiva, Vini tem participado ativamente da marcação, ajudado na recomposição defensiva e exercido papel de liderança dentro do elenco comandado por Carlo Ancelotti.
O sonho do hexa passa pelos pés de Vini
Historicamente, toda campanha vitoriosa do Brasil em Copas do Mundo contou com um protagonista ofensivo capaz de decidir partidas nos momentos cruciais. Pelé em 1958 e 1970, Garrincha em 1962, Romário em 1994, Ronaldo em 2002.
Em 2026, tudo indica que esse papel pertence a Vinícius Júnior.
O atacante chega às oitavas de final vivendo, talvez, o melhor momento de sua carreira com a camisa da Seleção. Mais maduro, decisivo e confiante, Vini transformou as críticas em combustível e se tornou o principal símbolo da caminhada brasileira rumo ao tão sonhado hexacampeonato.
Se o Brasil conquistará o título ainda é impossível saber. Mas uma certeza já existe: esta Copa do Mundo, até aqui, tem a assinatura de Vinícius Júnior.
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