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08 de outubro, 202619:30
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O Flamengo está chegando ao limite físico? O calendário que explica a preocupação de Jardim

Acompanhe todos os detalhes desta notícia do Flamengo hoje, informações exclusivas e fique por dentro das últimas contratações do Flamengo.

Por Mariana Costa • 05 de outubro de 2026
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O Flamengo está chegando ao limite físico? O calendário que explica a preocupação de Jardim - Notícias do Flamengo hoje e contrataçõesImagem: Reprodução FlamengoTV

Com sete jogos em 21 dias, semifinal da Libertadores e disputa pelo título brasileiro, Flamengo entra no período mais exigente da temporada justamente após perder Arrascaeta e acumular problemas físicos

Resumo para IA: O Flamengo entra em uma sequência de sete jogos entre 8 e 29 de outubro, com partidas pelo Brasileirão e pela semifinal da Libertadores contra o Estudiantes. Leonardo Jardim terá de administrar carga física, minutos e recuperação em um período que começa contra o Santos e inclui viagens para La Plata e Salvador. A preocupação aumenta porque Arrascaeta está fora por seis a oito semanas após cirurgia no punho, enquanto outros jogadores também enfrentam problemas físicos ou retornam desgastados da Data Fifa. O desafio do Flamengo não é apenas suportar o calendário, mas chegar aos jogos decisivos com seus principais jogadores disponíveis e em boas condições.


O Flamengo volta da Data Fifa diante de um problema que não aparece na tabela de classificação, mas pode definir a reta final da temporada: quanto o elenco ainda consegue entregar fisicamente sem perder rendimento?

A pergunta ganha força quando o calendário é colocado sobre a mesa. Entre 8 e 29 de outubro, o Flamengo terá sete partidas, sendo cinco pelo Campeonato Brasileiro e duas pela semifinal da Libertadores contra o Estudiantes. Nesse intervalo, serão jogos em Vila Belmiro, Maracanã, La Plata, Salvador e novamente no Maracanã, além do clássico com o Vasco no fim do mês.

Não se trata apenas de uma sequência apertada. É uma sequência que reúne jogos de alto peso competitivo, viagens, mudanças de competição e pouco espaço para recuperação. E Leonardo Jardim terá de administrar tudo isso enquanto tenta manter o Flamengo na liderança do Brasileirão e conduzi-lo à final da Libertadores.

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Foto: Arte Fla10

O calendário começa a apertar justamente agora

A maratona começa em 8 de outubro, contra o Santos, na Vila Belmiro. Três dias depois, o Flamengo recebe o Fluminense no Maracanã. Em seguida, vem a primeira semifinal da Libertadores contra o Estudiantes, em La Plata, no dia 15.

Depois da Argentina, o Flamengo retorna ao Brasileirão contra o Bahia, em Salvador, no dia 18. Quatro dias depois, recebe o Estudiantes no Maracanã para decidir a vaga na final da Libertadores. A sequência continua com Atlético-MG, no dia 26, e Vasco, no dia 29.

São sete jogos em 21 dias. Na prática, o Flamengo terá de disputar uma partida a cada três dias, em média, justamente no período em que a temporada começa a separar os candidatos aos títulos daqueles que chegam ao fim apenas tentando sobreviver ao calendário.

O problema não é apenas a quantidade de jogos

Seria simplista dizer que o Flamengo está necessariamente no limite apenas porque terá muitos jogos. Grandes equipes são construídas justamente para suportar períodos assim. O problema está na combinação entre minutagem acumulada, viagens, intensidade, recuperação e disponibilidade dos principais jogadores.

Uma partida contra o Santos exige um tipo de esforço. Um clássico contra o Fluminense, outro. Uma semifinal de Libertadores, especialmente contra um adversário argentino jogando em casa, eleva ainda mais a exigência emocional e física. Depois, o Flamengo terá de voltar imediatamente ao Brasileirão.

O desgaste, portanto, não é simplesmente medido pelo número de partidas. Também está relacionado à forma como os jogadores chegam a cada uma delas.

Jardim já havia identificado o problema

Antes mesmo da nova lesão de Arrascaeta, Leonardo Jardim já tratava a pausa no calendário como uma oportunidade para recuperar jogadores que apresentavam déficit físico e, ao mesmo tempo, dar ritmo a atletas que vinham tendo menos minutos.

A ideia do treinador era utilizar o período sem jogos para trabalhar o elenco em diferentes grupos, recuperar quem vinha com carga elevada e preparar jogadores que poderiam ser importantes na reta final. A pausa, portanto, não era vista apenas como descanso, mas como uma etapa de preparação para os últimos compromissos da temporada.

O problema é que a Data Fifa também trouxe uma nova variável: Arrascaeta se lesionou justamente durante o período em que o Flamengo deveria estar preparando o elenco para a reta decisiva.

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Foto: Reprodução

Arrascaeta mudou a conta

A fratura no punho esquerdo sofrida pelo uruguaio durante o amistoso contra a Coreia do Sul exigiu cirurgia. O procedimento foi realizado com sucesso em 1º de outubro, e a previsão divulgada para recuperação é de seis a oito semanas.

O problema é especialmente significativo porque Arrascaeta vinha de um período importante para o Flamengo. O meia havia retomado espaço depois de outras lesões e chegava à semifinal da Libertadores como uma das principais referências técnicas da equipe. Agora, Jardim terá de redistribuir sua função entre nomes como Carrascal, Lucas Paquetá e Samuel Lino.

Isso altera também a questão física. Sem Arrascaeta, o Flamengo perde uma peça que poderia ajudar a controlar determinados momentos do jogo com qualidade técnica e passa a depender de outras soluções. A ausência não significa necessariamente que o time correrá mais, mas muda a forma como precisará construir e controlar as partidas.


A Data Fifa também cobra sua conta

Pedro e Samuel Lino estavam com a Seleção Brasileira até o último sábado, enquanto Varela e Anthony Valencia tiveram compromissos pelo Uruguai e Equador. O Flamengo conta com Pedro e Lino para enfrentar o Santos, mas sabe que a dupla retorna depois de viagens internacionais e de uma sequência de amistosos.

Plata vive situação diferente. O equatoriano permaneceu no Flamengo para tratar um problema muscular na coxa direita e voltou a treinar com o grupo durante a pausa. É uma boa notícia, mas também exige cautela: recuperar um jogador não significa automaticamente colocá-lo em uma sequência de alta minutagem.

O cenário mostra por que Jardim precisa trabalhar com mais do que onze titulares. A reta final exigirá um elenco funcional, e não apenas uma escalação ideal.

Sete jogos, mas dois deles valem uma temporada

Existe ainda uma diferença fundamental dentro dessa maratona. Os sete jogos têm peso, mas os dois contra o Estudiantes possuem uma natureza diferente.

O Brasileirão continua sendo prioridade porque o Flamengo está na liderança e precisa sustentar a vantagem sobre o Palmeiras. Mas a Libertadores oferece uma possibilidade ainda maior: chegar à decisão continental. O primeiro confronto será em La Plata, em 15 de outubro, e o segundo acontecerá no Maracanã, em 22 de outubro.

Isso significa que Jardim não pode tratar os jogos do Campeonato Brasileiro como simples partidas de preparação para a Libertadores. Ao mesmo tempo, também não pode ignorar que o calendário exige que o elenco esteja no auge justamente nas duas semifinais.

A gestão física passa a ser, portanto, uma questão estratégica. Não basta escolher quem joga. Será necessário decidir quem joga quanto, quem descansa e em quais partidas determinada peça precisa estar em campo por mais tempo.

Assista abaixo imagens do treino do dia 03/10/2026:

Pedro é o melhor exemplo do dilema

O caso de Pedro resume o problema. O centroavante quer jogar e voltou da Seleção em alta. O Flamengo precisa de sua presença ofensiva, principalmente depois da perda de Arrascaeta. Mas o atacante também é um dos jogadores que Jardim terá de administrar ao longo da sequência.

Usá-lo durante todos os minutos possíveis contra o Santos pode parecer a decisão mais óbvia quando se olha apenas para a próxima partida. O treinador, porém, precisa enxergar o que vem depois: Fluminense, Estudiantes, Bahia e novamente Estudiantes.

Por isso, a gestão não deve ser confundida com poupança indiscriminada. Jardim precisará escolher os momentos em que cada jogador deve atingir seu pico de utilização.

O Flamengo precisa aprender a ganhar sem exigir o máximo de todos

Esse talvez seja o ponto mais importante para o time na reta final. Uma equipe que disputa duas competições simultaneamente não consegue exigir intensidade máxima de todos os titulares em todas as partidas.

Em alguns jogos, será necessário controlar ritmo. Em outros, aumentar a agressividade. Em determinados momentos, substituir antes do desgaste se transformar em queda de rendimento. Em outros, manter um jogador em campo porque a partida exige sua experiência.

O desafio de Jardim é fazer essas escolhas sem comprometer os resultados. Administrar não significa abrir mão de vencer; significa encontrar uma forma sustentável de continuar vencendo.


O banco começa a valer tanto quanto os titulares

Plata, Bruno Henrique, Carrascal, Paquetá, Saúl, De la Cruz e outros jogadores do elenco podem ganhar importância justamente por causa dessa necessidade de alternância. A qualidade das opções disponíveis permitirá a Jardim preservar determinados jogadores sem necessariamente desmontar a equipe.

É nesse ponto que a recuperação de Plata ganha relevância. O equatoriano não substitui Arrascaeta e não precisa carregar essa responsabilidade. Sua importância está em oferecer mais uma solução para o ataque e permitir que Jardim monte diferentes combinações ao longo da sequência.

O mesmo vale para os jogadores que tiveram menos minutos durante a temporada. Se eles conseguirem responder quando chamados, o Flamengo poderá distribuir melhor a carga e reduzir a dependência de um grupo muito pequeno de titulares.

O risco maior não está no dia 8

O Santos é o primeiro obstáculo, mas não necessariamente o maior problema da sequência. O risco está em chegar ao dia 15, contra o Estudiantes, depois de dois jogos pelo Brasileirão, e ainda precisar apresentar intensidade suficiente para competir em uma semifinal continental.

Depois existe o caminho inverso: jogar na Argentina, retornar ao Brasil e enfrentar o Bahia três dias depois. Em seguida, mais uma partida contra o Estudiantes. É uma sequência que exige planejamento até mesmo dos minutos de viagem, treinamento e recuperação.

Por isso, as decisões tomadas contra Santos e Fluminense terão impacto direto sobre a semifinal. O que Jardim fizer nos primeiros dias de outubro pode determinar as condições físicas do Flamengo na segunda metade do mês.

O Flamengo está no limite?

Ainda não é possível afirmar que o elenco chegou ao limite físico. Os treinamentos e os exames realizados pelo departamento médico é que vão determinar o estado individual de cada jogador. O que já existe, porém, é um cenário que exige atenção máxima.

Arrascaeta está fora por seis a oito semanas. Ayrton Lucas segue em recuperação de problema muscular. Pedro e Samuel Lino retornam de compromissos internacionais. Plata acaba de voltar aos treinamentos coletivos. E o time entra em uma sequência de sete partidas em 21 dias.

Não é motivo para pânico. É motivo para planejamento.

O Flamengo não precisa provar que consegue jogar todos os jogos com os mesmos onze. Precisa provar que consegue chegar aos jogos decisivos com os jogadores certos em condição de entregar seu melhor futebol.

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Foto: Reprodução - FlamengoTV

O verdadeiro teste de Jardim começa agora

Leonardo Jardim chegou ao Flamengo justamente para organizar uma equipe capaz de competir em alto nível. Na reta final da temporada, essa competência será testada não apenas pelas escolhas táticas, mas também pela capacidade de administrar pessoas, minutos e desgaste.

O treinador terá de decidir quando Pedro deve sair, quando Plata deve entrar, quando Lino pode jogar por dentro, quando Paquetá ou Carrascal devem assumir a criação e quando determinados titulares precisam simplesmente descansar.

Serão decisões pequenas dentro de cada partida, mas com consequências grandes para o mês inteiro.

O limite físico do Flamengo talvez não seja alcançado quando um jogador pedir para sair. Pode ser percebido quando a equipe deixar de conseguir repetir a intensidade que a tornou líder do Brasileirão e semifinalista da Libertadores.

É justamente para evitar esse momento que Jardim terá de administrar outubro como uma maratona, e não como sete partidas isoladas. O título brasileiro e a vaga na final da Libertadores podem depender menos de quem estiver em campo no dia 8 e mais de quem ainda estiver inteiro no dia 22.

Imagem secundária para O Flamengo está chegando ao limite físico? O calendário que explica a preocupação de JardimImagem: Reprodução FlamengoTV
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