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História

A chegada de Almada e os jogadores em comum com o Atlético de Madrid

Da Gávea a Madri: Conheça a antiga e vitoriosa ponte aérea entre Flamengo e Atlético de Madrid e relembre a galeria de craques que vestiram as camisas rubro-negra e colchonera ao longo das décadas.

Publicado em 31 de julho de 2026
16 visualizações
Por Carlão Azevedo
A chegada de Almada e os jogadores em comum com o Atlético de MadridImagem: Arte Fla10

A chegada do argentino Thiago Almada, campeão mundial em 2022 e vice-campeão em 2026 com a camisa da seleção “Albiceleste”, vem sendo muito creditada ao recente relacionamento entre os clubes, que resultou nas vindas de Saúl Ñiguez e Samuel Lino para o elenco campeão brasileiro e da Libertadores

No entanto, essa história entre os clubes é mais antiga do que aparenta ser. Não é de hoje que a galeria de jogadores em comum entre os dois gigantes do futebol mundial é extensa.

A saga começa com José Ufarte, o Espanhol. O jogador nascido no país ibérico iniciou a sua carreira no Mais Querido, onde venceu o Campeonato Carioca de 1963 ao lado de nomes marcantes como Carlinhos Violino e Nelsinho Rosa. Após 6 anos brilhando na Gávea, com breve passagem pelo Corinthians, Espanhol escreveu uma história de sucesso na equipe colchonera, onde venceu a liga local por 3 vezes.

Anos 1980 iniciando e o Flamengo contrata para integrar a sua Geração de Ouro um dos maiores zagueiros da história do futebol brasileiro, o ex-palmeirense Luís Pereira, que não se adaptou à equipe de Zico, Júnior, Leandro e cia e teve passagem apagada pelo Fla.

Baltazar, principal divulgador do grupo “Atletas de Cristo” nos anos 1980 ganhou o Brasileirão pelo Mengo vindo do Grêmio em 1983, onde teve a responsabilidade de substituir Nunes, e defendeu o Atleti no final da década. Pelo seu envolvimento com a religião, ganhou a alcunha de “Artilheiro de Deus”.

No ano seguinte, uma lenda da posição de goleiro chega por aqui: Ubaldo Fillol, campeão do mundo com a Argentina em 1978 e tetra argentino com o River Plate, entra na equipe para suprir a lacuna deixada por Raúl Plassmann. Fillol, ganhou a Taça Guanabara de 1984 e a Taça Rio de 1985, mas parte para o Altleti, onde conquistou a Supercopa da Espanha no mesmo ano. “Pato” se arrepende até hoje da jornada madrilenha, pois adorava morar no Leblon, o clima da Zona Sul carioca e o curtíssimo trajeto de casa para os treinos na Gávea.

O bom zagueiro Andrei, formado no XV de Jaú e que se destacou pelo Palmeiras, teve passagens relâmpago em ambos os clubes: em 1993 pelo Flamengo e no Atlético também por apenas uma temporada, em 1997-1998. Essa foi uma tônica por toda sua carreira.

Imagem secundária para A chegada de Almada e os jogadores em comum com o Atlético de MadridImagem: Espanhol, Luis Pereira, Baltazar, Fillol, Juninho, Cleber, Elias, Diego e Filipe Luis - Arte Fla10
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O próximo da lista foi campeão do mundo como jogador do Flamengo: apesar de ter disputado a Copa do Mundo de 2002 tendo a pior campanha do Rubro-Negro na história da Libertadores, Juninho Paulista foi emprestado pelo Atlético ao Flamengo nesse ano e não deixou saudades por aqui. No mesmo ano, o Flamengo brigou para não cair no Brasileiro, mesmo com um time recheado de estrelas, mas devastado pela falência da ISL, que era quem financiava a folha de pagamento.

Quem poderia ter feito história no Fla foi Cléber Santana. O habilidoso volante pernambucano venceu a UEFA Europa League e a UEFA Intertoto pelo time madrilenho e chegou ao clube após passagens por São Paulo, Athletico e Avaí. Flamenguista de coração, teve sua passagem abreviada pelo calote da gestão de Patrícia Amorim junto ao time catarinense e acabou sendo devolvido, o que o fez deixar o clube do coração aos prantos. Cléber infelizmente se foi no voo trágico da Chapecoense em 2016.

Pouco tempo depois, já na gestão Bandeira de Mello, vem por empréstimo do Sporting Lisboa o volante Elias. Melhor jogador do Flamengo na temporada de 2013, foi peça-chave na conquista improvável da Copa do Brasil. A caótica situação financeira do clube não permitiu a contratação do jogador que rapidamente entendeu a alma rubro-negra. Antes de atuar pelo clube lisboeta, Elias teve breve passagem de apenas 18 jogos pelo Atlético.

A segunda Geração de Ouro iniciada em 2019 teve dois representantes marcantes que passaram pelo Atleti: o capitão Diego Ribas passou pelo Colchonero em 2014 emprestado pelo Wolfsburg, onde faturou a Bundesliga. Apesar da curta passagem por Madri, faturou os títulos de La Liga e da Liga Europa. No Flamengo, entre 2016 e 2022, faturou 4 Cariocas, 2 Libertadores, 2 Brasileirões, 1 Copa do Brasil, 2 Supercopas Rei e 1 Recopa Sul-Americana. Diego é considerado um dos símbolos da virada de chave do clube do caos financeiro para a estabilidade administrativa e a conquista de títulos.

O segundo da lista brilhou no Mengão dentro e fora de campo: Filipe Luís marcou época no Atlético, onde atuou por 9 anos, um deles com breve passagem pelo Chelsea, onde faturou a Premier League e a Copa da Liga. Pelo time espanhol, Filipinho conquistou 2 Ligas Europa, 2 Supercopas da UEFA, 1 Copa do Rei e 1 La Liga.

Aliás, Filipe merece um segundo parágrafo, já que a extensa galeria de títulos se confirmou também pelo Flamengo: como jogador, foram 2 Cariocas, 2 Libertadores, 2 Brasileirões, 1 Copa do Brasil, 2 Supercopas Rei e 1 Recopa Sul-Americana. Pouco tempo depois de pendurar as chuteiras, Filipe conquistou como treinador a Copa do Brasil, a Supercopa Rei, o Brasileirão, o Campeonato Carioca, a Libertadores, além do Dérbi das Américas e da Challenger Cup durante a Copa Intercontinental de clubes. E ainda há quem diga que não é ídolo do clube, um total absurdo!

A questão que fica é: o trio de ex-atleticanos – Lino, Saúl e Almada, caso a vinda se confirme – fará história pelo Mengão?

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